Perambulava sem rumo por aí. Sem começo nem fim, minha rota estendia-se ao infinito, delimitada somente pela as forças de minhas pernas. O horizonte estende-se até onde não vejo nada além de pequenos pontos cinza. O mundo é acinzentado, preto e branco misturam-se em um gradiente sem nenhum padrão. Caos organizado em um mundo que só quem fica louco consegue entender. Caminho em direção a minha sanidade... Sendo engolido por cada rua, eu avanço, mas a distância que me falta para chegar parece cada vez aumentar mais. Aumento o passo, corro, parado, em direção ao explicável, e cada vez mais o inexplicável me atinge como um punho de ferro. Esmaga-me e destrói-me para eu me levantar, não mais forte só levemente mais resistente. Engano-me a cada esquina, acreditando ter chegado ao meu destino, embora saiba que eu nunca o atingirei. Canso. Descanso. Volto a correr, já não parado. Entro em prédios, adentro em pessoas, sempre procurando a razão. Sinto que deveria ficar louco para encontrar a verdadeira lógica deste caos organizado.
Desisto momentaneamente. Paro. Penso na irrealidade de minha busca eterna. No final, serei mais nada que uma lembrança. Desisto de desistir. Sinto-me sendo engolido por tudo e por todos. Percebo que talvez a única razão esteja dentro de mim. Outra jornada. Outra vida.
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Um comentário:
há caminhos inúmeros pra todos os lados, mas o único caos que vale a pena enfrentar é o que permeia o caminho que conduz ao nosso próprio interior! hehe
muito bom Deh! gostei de tu ter voltado a postar! :D
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