Em uma terra distante vivia uma estranha sociedade. Sociedade essa que determinava algumas regras de convívio, embora não punisse aqueles que não as cumprissem. Pensando bem, não eram regras de convívio, não eram mandamentos, eram indicações, conselhos. Coisas básicas de fraternidade. Não entremos no mérito dessas indicações. Pois bem, tal sociedade não punia quem não seguia tais indicações e não agraciava quem as seguia. O livre arbítrio era total. Essa sociedade tinha regras, mas essas agiam independentes das indicações que falo.
Pois bem, me equivoquei quando disse que as pessoas que seguiam tais indicações não eram agraciadas. Elas eram. Eram mortas e comidas pelos líderes daquela sociedade, tendo para o resto da sociedade uma morte honrada e justa, pois se acreditava que quando os líderes as devoravam estavam absorvendo as qualidades que levavam as pessoas a conseguir seguir as indicações. Raramente um dos líderes era devorado pelos seus semelhantes.
Tal fato lentamente fez essa sociedade decair. Lentamente as pessoas que integravam a sociedade perceberam que era muito mais benéfico não seguir tais indicações e continuar vivo. De que serve a honraria quando se está morto, afinal? Lentamente a sociedade começou a declinar, cada vez mais.
Já no final, a sociedade tornou-se o caos. No final das contas todas as regras e indicações pararam de ser seguidas e os poucos que ainda mantinham sua sanidade fugiram. A sociedade se destruiu sem seus sacrifícios, engolida na própria destruição.
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