É a terceira vez só nessa semana. Que estou dizendo... Na verdade eu nem sei mais o que é uma semana. Digo-lhe semana embora talvez tenha passado um mês. É difícil ter uma boa percepção do tempo quando tudo que você faz é morrer. Bem, continuemos com “semana”. Foi a terceira vez. Morri pela terceira vez essa semana. Pois é. Morro mortes doces, salgadas, de todos os tipos de sabores, com coberturas e sem. É estranho lhe dizer morte doce, reconheço. Mas, há você de admitir, é estranho alguém morrer várias vezes em um curto, ou longo (tudo depende do ponto de vista) período de tempo. Exemplificar-lhe-ei, embora... Já não tenho tanta certeza. Despejo essas palavras no papel de forma apressada, não quero pensar tanto sobre o que lhe digo e não sei se entenderia sobre minhas mortes. De qualquer forma... Estou aqui. Preso num ciclo interminável de mortes. Algumas delas doces, outras salgadas e ainda aquelas, as piores, amargas.
Enfim... Decidi por tentar explicar a você o que quer dizer uma morte doce. Embora... Ah, foda-se. Deixemos de enrolação. Morro mortes doces porque simplesmente vivo momentos doces. A final de cada momento doce eu sofro de uma leve, pequena e agradável morte doce. Estranho, é claro, e dizer a você que morro mortes salgadas. Ué, se você diz que existem momentos doces, por que não salgados? Divago... Momentos salgados, para mim, são momentos em que você não tem certeza de gostá-los a principio, mas percebe que eles valeram à pena. Classifico-os assim, e você tem todo direito de discordar de mim. Momentos amargos são, como você deve imaginar, o contrário de momentos doces. Não falarei demais sobre eles, não gosto deles e imagino que você também não.
Já não sei mais sobre o que escrevo... Jaz aqui um leve desabafo sobre minhas mortes semanais (ou mensais). Vivo e morro. A vida é boa só quando uma saborosa morte me espera ao final do dia.
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