segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Dois/Um

Jogou-a na cama, fazendo ela deitar-se e deitou por cima dela. Ficaram assim por algum tempo, sentindo o corpo um do outro, ele tentando não deixar todo seu peso por cima dela, um pouco de medo de esmagar aquele corpo mais novo, mais leve e frágil. Ela gostava de sentir o corpo dele por cima dela, a pressão do peso dele, o contato dos corpos, era quase uma overdose de contato. Ele respirava pesadamente no pescoço dela e ela gemia baixinho enquanto os dois, ele agora sem medo, apertavam-se as mãos e os corpos, confundindo onde ele acabava e ela começava. A ansiedade que os dois sentiam dando lugar ao prazer.

O ritmo aumentava, aumentava e aumentava, e a respiração dos dois começava a tornar-se ofegante. O ritmo já no ápice e os dois apertavam-se ainda mais, como se tentassem grudar seus corpos um no outro. O êxtase chega: intenso e explosivo. O ritmo diminui e a respiração lentamente volta ao normal. E os corpos continuam unidos. Dormem assim, um junto ao outro.